terça-feira, 30 de junho de 2009

Sala dos Professores

Alguma vez você já fez alguma coisa que, mesmo insignificante, mudou teu espírito e te deixou mais feliz?

Toda terça eu tenho aula de sax. Na volta, venho ouvindo no carro aquele programa da Rádio Eldorado, Sala dos Professores, que toca das 19h às 19h20 todos os dias. É muito bom sair da aula ainda com o ouvido apurado para a música, a cabeça condicionada, e ouvir aquelas músicas super ricas, lindas, é como, sei lá, comer estando com bastante fome!

E hoje, quando eu estava quase em casa, estava tocando uma música chamada Watermelon Man, do Herbie Hancock, deliciosa de ouvir! (É esse o tipo de jazz que eu gosto, não tenho muita paciência pra ficar ouvindo aquele jazz intelectualizado, conceitual, eu gosto de melodias simples e gostosas, que é como o jazz nasceu, pra começo de conversa!...) Parei o carro e fiquei lá sentada, dentro do carro na garagem, ouvindo até a música acabar, só curtindo, aí subi pra casa e liguei a rádio aqui pra ouvir o finzinho do programa... Notei como é raro eu chegar em casa e ligar o som, geralmente eu ligo a chata da televisão que fica fazendo barulho... E impressionante como isso deu uma mudada no meu espírito! Parece que meu dia ficou um pouquinho mais único, um pouquinho menos "obrigatório"...

Talvez viver seja mesmo uma questão de postura, e do que a gente considera importante.

Essa é a Watermelon Man que eu adorei, e aproveitando, essa é a The 'In' Crowd, do Ramsey Lewis Trio, que eu também fiquei conhecendo no Sala e amei. Ela está meio longa demais nessa versão, que é ao vivo, mas só pelo comecinho já vale a pena conferir.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Outside 02 - Café!

Ao entrar nesse café - ou melhor, sair, já que é ao ar livre - não acreditei que, trabalhando no bairro por 2 anos, eu nunca soube da existência desse lugar, tão pertinho, ao meu alcance diário!!

É uma unidade do Santo Grão, um café que eu amo, sempre frequento, algumas Livraria Cultura têm ele... Essa unidade fica na Livraria da Vila, da Fradique Coutinho. Uma delícia de lugar!! Fica escondidinho no fundo da livraria, você entra, ops, sai, e tem as mesinhas entre árvores, o balcão, é um lugarzinho tão convidativo... Quem puder, vá conhecer... Tome um café e peça um muffin de cappucino, gente, mas QUE MUFFIN é aquele!!! A massa se desmancha toda, você quase que tem que comer com colher porque ele se despedaça com o garfo... Quentinho com pedaços de chocolate branco derretidos pela massa, olha, vale muito a pena ir!

O programinha por si só já te desacelera, se você topar entrar no clima do lugar (e não ingerir cafeína demais). Eu provavelmente farei visitas mais frequentes, especialmente agora que estou passando por uma fase chata no trabalho, dificuldades de convivência, então sinto que virão a calhar as saidinhas para um café.

Tenho só uma ressalva: um domingo, enquanto estava lá, algum funcionário achou que seria uma boa idéia fazer todos os clientes ouvirem a música que ele estava a fim de ouvir, ou seja, um pagodão, e colocou o som num volume indignante. Eu não fui a única a levantar e ir embora na mesma hora, esse é o tipo de coisa que me incomoda meeeesmoooo. Mas foi um episódio isolado, nas minhas outras 4 ou 5 idas isso não aconteceu e os atendentes foram sempre muito atenciosos e simpáticos, por isso perdoei. =)

Já que o assunto é café, vale a pena citar a livraria Sobrado, em Moema, que tem um espaço delicioso para sentar e tomar um café com bolo, o cappucino tradicional é uma delícia. Mesinhas altas tipo bistrô com banquetas, bancos também no balcão (adoro sentar no balcão, sabia??) e mesas ao ar livre também. Bom, a livraria é toda LINDA, uma ótima idéia de projeto, um sobrado original do bairro que ganhou passarelas de metal e escadas, poltronas antigas, piano, tapetes, para criar ambientes super aconchegantes com um toque contemporâneo, que provoca a vontade de pegar um livro e ir ficando por ali mesmo.

Só não posso deixar de alertar a quem for visitar: vale a pena sim, mas desencane do atendimento, que eu tenho achado bem fraquinho ultimamente... Infelizmente, já que o lugar é tão gostoso!! Ultimamente a gente tem precisado pedir algo 2 ou até 3 vezes para que eles levem!! E quando levam, é com cara de poucos amigos.

Lembra que falei da Livraria Cultura no começo do post? E como eu amo essa livraria... Então, na maravilhoooosaaaa Cultura do Conjunto Nacional (construída onde antigamente era o Cine Astor) tem um café Viena, que eu também amo de paixão... O bolo de laranja é uma perdição. Tem aqueles cafés que vêm num sachezinho colorido, esses nunca tomei, são bem mais caros... Mas o espresso comum já é ótimo.

Depois posto uma foto legal do Santo Grão da Fradique!


quinta-feira, 25 de junho de 2009

... e o Covarde Levou

*suspiro*
No momento em que escrevi o título desse post, me deu uma baita raiva do cara e eu pensei: "esse cretino fdp não merece ficar assim no título, com essa importância toda". Mas vai assim mesmo. Além do mais, importância eu darei a ele se ficar ruminando alternativas pra substituir a primeira idéia, só pra omiti-lo.

O motoqueiro veio na contramão, subiu na calçada, parou cara a cara comigo e... E eu nem imaginava que aquilo era um assalto, mas neeeem imaginava mesmo! Triste realidade essa em que nossos instintos nos dizem tão pouco, em que sol bonito no céu, árvores, passarinhos e pessoas conversando em portas de lojas transmitem uma sensação de tranquilidade... falsa. Como uma nota de R$6,50. Do Banco Imobiliário. Não, eu achei que o cara iria estacionar na calçada e já estava pronta pra botar a minha costumeira cara feia para motoristas que não respeitam pedestres, e quando me toquei do que estava acontecendo, me veio uma sensação de "como eu fui trouxa", por não ter percebido. (Sim, porque, se é para ser perfeccionista, vamos ser perfeccionistas até mesmo na hora do assalto, né não? Eu deveria ter percebido!...)

Bem triste pensar que, se alguém se aproxima e você não pensa logo de cara no pior, você é o mané que se dá mal. Você paga com seus bens materiais, na mais maravilhosa e feliz das hipóteses. E quando bate depois aquela raiva do miserável, você tem que respirar fundo e ainda se obrigar a ficar FELIZ por não ter acontecido nada mais. Obrigada, ó piedoso e magnânimo bandido.

Essa é uma das coisas que me murcha a fé na humanidade: pra gente, hoje, em vez de exigir dos responsáveis o óbvio, o obrigatório, não... O normal é exigir de si mesmo o extremo, o radical, o ilógico - olhe para todos os lados, desconfie de todo mundo que se aproxima, não relaxe, não cheque mensagens na rua. Nem às 3h da tarde, não. Nem na rua tranquila onde você trabalha - para garantir que estará um pouco mais seguro no dia-a-dia. Assalto é tão, mas tão corriqueiro e previsível que vira "certo"; e quando acontece, só conseguimos pensar em como fomos "descuidados". Não é o governo que é uma porcaria e trata as pessoas como lixo, não é o sistema policial que é jogado às traças, não é a educação que é inexistente: sou eu que sou desatenta, que não fiz a minha parte, que me expus, que bobeei. E paguei. Ganhei meu merecido castigo. Aprendi a lição e vou me comportar melhor daqui por diante. Como uma boa cidadã, que pecou, saiu da linha, mas se arrependeu.

Em tempo: eu tinha apenas meu celular na mão e mais nada. Meu xodó... Foi só o que ele pediu e só o que ele levou. Uma dica: digite (faça JÁ!) *#06# no seu celular e guarde bem guardado o número que aparecer na tela, de 15 ou 17 dígitos (IMEI). Se roubarem seu aparelho, com esse número em mãos você bloqueia o aparelho falando com a sua operadora. Mesmo que troquem o chip. No mínimo uma dor de cabeça você dá para o infeliz se ele quiser desbloquear e, acredite, fazer isso alivia bastante a indignação, a sensação de impotência, injustiça e impunidade que o roubo te traz.



domingo, 7 de junho de 2009

Outside - 01 - Tinha uma chopper no meio do caminho

Tô falando que a Vila Madalena é show? 

Acho que a maioria das meninas não ligaria a mínima para o que me aconteceu na sexta-feira (29/5), mas eu achei o máximo, até surreal...

Depois do almoço, eu estava enrolando um pouco na rua para voltar ao escritório - eu almoço rápido, a nossa assistente costuma dizer que, a julgar pela rapidez com que eu volto, eu devo ir ao restaurante, fazer o prato e vir comendo pela rua... Mas enfim, estava eu andando na rua Fidalga com minha colega do escritório. Já não tínhamos mais a fome, mas também ainda não tínhamos a vontade de voltar pros computadores, ou seja, take the long way work. Chegamos perto de um bar que tem uma arquitetura muito legal, pé direito duplo e tal, já tinha reparado nele antes, mas dessa vez, tinha... Uma chopper parada bem na frente, dentro do bar... Não qualquer chopper... O desenho é inconfundível e além disso, peraí, eu conheço essa logomarca... É uma OCC, dos caras lá do American Chopper!!!! Caraca! Como assim??

Parei minha frase no meio, parei de andar e fiquei olhando... Carol, olha só... É uma OCC... Carol ficou na mesma, tentando ver na moto o motivo do meu estardalhaço. Isso confirma o que eu disse antes, sobre a maioria das mulheres não verem nada de mais. Eu adorei! Nem sou uma amante de motos nem nada, mas amo design, e o que esses caras criam tem um design fantástico... Fora a imprevisibilidade disso! Quando você vai imaginar que vai sair pra uma voltinha no bairro e se deparar com algo assim? Não entendo muito do assunto, mas acredito que elas são raras, únicas, feitas uma por uma, artesanalmente. Já tinha visto algumas ao vivo, mas foi no São Paulo Moto Festival, então era esperado (e mesmo assim foi "o bixo"). Agora, no meio da rua, assim por acaso... Surreal, como eu disse no início. Onde mais no Brasil senão SP, né?

Tirando Carol e eu, todos os outros arquitetos do escritório são homens, então lá fui eu desfilar a foto na minha telinha do celular pra todo mundo.

O lugar é o Bar do Santa, Rua Fidalga, 330. Eles têm esse serviço de lavar as motos, que eu achei super legal.

Quanto à moto que vi, encontrei essa reportagem falando da própria, mas não diz de quem ela é...