quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Woman at work

O blog ficou sem atualização um tempão :(

Então, vim só dizer que ando corrida pra c#$#%*@... Cansada, tocando uma obra desde o meio de agosto e não VENDO A HORA dela acabar de uma vez... Hoje meu chefe falou que dá pra ver que estou desanimando, desgastada e me "mandou" tirar uns dias de folga quando ela acabar (iiihu!), porque tem muito projeto novo fechando contrato e preciso voltar com força total. Acho que esses dias away vão ser 22 e 23 de outubro.

Ver a obra ficando pronta é uma delícia... Eu pelo menos acho. Você cria, faz o projeto todo no papel e eu acho frustrante quando a gente não acompanha a execução de todo aquele trabalho de criação e não vê ganhar vida. Por isso que eu gosto de gerenciamento de obras. Mas olha, é muito, MUITO puxado! Te suga as energias todas. Estou orgulhosa de mim mesma por estar conseguindo levar a vida, fazer minhas coisas, meus exercícios, minha música, mesmo com essa loucura toda que está meu dia-a-dia ultimamente.

E não dá pra esperar reconhecimento de cliente, não!
A parte ingrata é essa: é um trabalho invisível. Sim, porque quando tudo está dando certo, ninguém nota nada, ninguém sabe o duro que você está dando pra fazer tudo aquilo correr bem. Mas experimenta dar uma mancada, pra você ver o que acontece...

Outro dia eu estava na obra, resolvendo mil coisas pelo celular, ajudando a receber umas cadeiras que estavam chegando e orientando uns fornecedores que também estavam lá. Aí essa fornecedora chegou e me disse assim: "Puxa, quanta coisa você resolve, né? Eu estava aqui só te olhando e te admirando, dizendo a mim mesma 'meu Deus, de quanta coisa ao mesmo tempo ela cuida'." Fiquei até sem jeito e agradeci a observação. Às vezes uma pessoa faz um comentário inocente como esse e nem faz idéia da diferença que faz no nosso dia... Porque no meu fez muita, esse tipo de reconhecimento não é algo que eu nem ninguém costuma receber espontaneamente. (pausa no assunto pra comentar o absurdo da correção ortográfica do Windows, que queria que eu substituísse "espontaneamente" por, entre outros absurdos, "instantâneamente", que nem existe com esse acento, ou "estonteadamente"! Afe...)

Mas enfim... Dentro disso tudo o meu chefe reconhece a qualidade do meu trabalho, tem me elogiado muito e diz que meu gerenciamento da obra está superando as expectativas do escritório, e é exatamente isso que eu preciso saber. Tenho muita sorte nesse aspecto, meus chefes têm um lado muito humano, que valoriza, reconhece e defende a equipe. É gente do bem, mesmo.

E quanto aos clientes... Bom... Eles disseram hoje que levarão meu chefe e eu para jantar no Figueira Rubayat semana que vem, e era exatamente isso que eu precisava saber! Hahahah.



terça-feira, 1 de setembro de 2009

In these shoes?

Que segunda-feira... 7h30 estava de pé porque não conseguia mais dormir, depois de uma noite from hell por causa do resfriado. Naldecon Dia, e trabalho. MUITO trabalho. Correria o dia todo, e parte da noite, saí do escritório às 21h.

Pelo menos pra uma coisa serviu. Se eu não tivesse chegado em casa na hora em que cheguei, não estaria ouvindo rádio na hora que tocou essa música TÃO legal!

Tem algo que lembra hip-hop mas uma levada latina, a voz da mulher é poderosa, "spicy"... Adorei, adorei. Essa música é um perfeito tema de "outra-segunda-agora-só-daqui-a-sete-dias".

E sei lá, eu acho que, quando você chega em casa às 9h30 da noite numa segunda depois de trabalhar por 12 horas, e mesmo assim consegue curtir a música que está tocando no seu carro e decora um pedaço da letra pra botar no Google e descobrir o nome... É sinal que você ainda não pirou de vez.






(nada a ver esse vídeo com a cara da mulher o tempo todo né, mas eu não conheço outro jeito, se é que existe, de colocar música no blog...)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Placas com finais 7 e 8

Quinta-feira é dia do rodízio do meu carro. Na quinta passada eu não tava nem um pouco a fim de ficar até a noite no escritório, como eu costumo fazer nos dias de rodízio, chego 10h30 e saio às 20h. Então, como eu tinha muita coisa pra fazer, resolvi ir antes das 7h. Até que foi legal. Tirando a dificuldade pra acordar, é claro. Mas foi bom ter o escritório só pra mim durante 2 horinhas de silêncio, paz e sossego.

Se eu conseguir acordar ced(íssim)o nas próximas quintas, vou fazer isso de novo. Fora a vantagem de chegar em casa às 5 da tarde, ô coisa boa! Quem sabe eu me acostumo...

E aí, eu indo pro trabalho às 6h30 com aquela sensação de estar em uma realidade paralela ou algo assim (o sono, as ruas desertas, o silêncio)... Ouvindo a Eldorado FM, e aí entra a Renata Falzoni, aquela bike reporter (fica circulando de bike pelas ruas de SP dando boletins sobre como está o trânsito) e fala a coisa mais estranha e engraçada (claaaaaro, né, tão engraçado quanto pode ser um boletim de trânsito, não vamos criar expectativas nível CQC)... Eu ri e devo ter ficado com as sobrancelhas franzidas durante uns 5 segundos tentando decidir se era efeito do sono ou se ela tinha dito algo que era inusitado mesmo.

Vou tentar lembrar com o máximo de exatidão possível. Era algo assim: "... e quem estiver passando no cruzamento da rua (...não lembro) com a rua (...não lembro), tome muito cuidado, pois tem um sem-teto andando pela rua empurrando um carrinho de supermercado com os seus pertences. Se você passar distraído ou despreocupado, poderá machucá-lo. Aqui é Renata Falzoni, com o Bike Reporter para a Rádio Eldorado FM."

Coisas que só SP tem. Sem-teto empurrando um carrinho de supermercado com seus pertences... Não exatamente o boletim de trânsito mais comum que se pode fazer, e ouvir às 6h30 da manhã, ainda meio dormindo... Surreal, no mínimo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fora Sarney

Existe um movimento nacional para protestar a favor do pé na bunda do Sarney e amanhã várias cidades do Brasil terão protestos nas ruas. Todas as informações aqui na página do movimento.

E o fim de semana tá chegando, ô delícia! O dia hoje está lindo aqui em SP. Se continuar assim amanhã e depois... Falando no claro e bom 'paulisclaudês' (como diz uma amiga minha do NE): MEU, nem adianta quererem me enfiar dentro dum shopping que eu não vou!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

La Isla Bonita

Vim aqui só desabafar uma saudade!...

Uma sexta-feira dessas fez um dia LINDO. Lembra do que é isso ainda, dia lindo? Sol? Eu sei, é difícil, principalmente pra quem está em SP nesse mês de julho. Não chovia tanto desde 1943!!! Quéisso, minha mãe nem era nascida ainda! Bom, divagações à parte, eu ia dizendo que estava um dia quente, com céu azulzinho. Eu estava dirigindo, blusinha sem manga e rabo-de-cavalo, e quando senti o sol batendo na pele, foi uma sensação tão boa!... Na hora, por uns segundos, eu me senti igualzinho a quando morava no sul... No litoral! Uma brisa morna com o sol nos ombros e nos braços e o céu azul lá na frente, e foi o suficiente pra acordar algo de floripano na minha mente. Eu quis mais daquilo...

E tem uma coisa, só quem me conhece bem vai saber como é curioso isso. Já quem não me conhece vai pensar "duh, grande coisa, saudade da praia eu sinto todo dia", mas é que durante muito tempo eu odiei sol! Queria mesmo era frio e mais frio. Ainda gosto do outono, do inverno, mas aprendi a gostar do sol também! Uma pena que tenha sido só nos meus últimos anos na Ilha - pois nos primeiros, eu lamentava estar numa cidade onde o "best feature" era algo que não me empolgava nem um pouco. Passei a curtir de uma hora pra outra, não me pergunte por quê, e não suportava ficar em casa se tinha sol! Ia pra praia sozinha, se não tinha companhia.

Agora, como estou longe, às vezes bate essa coisa, é quase uma urgência de comprar uma passagem e passar um finzinho de semana por lá, uma urgência mesmo. E não é pra ficar de turista não, mas fazer coisas bobas, simples e à toa, que só se faz quando se mora no lugar e por isso tem tempo de sobra pra perder... Tomar um café com pão de queijo na confeitaria do shoppingzinho da Lagoa, ir ao hipermercado Angeloni, sentar num banco do trapiche da Beiramar ou assistir ao Jornal do Almoço.

É que São Paulo às vezes fica muito grande, e pra poder olhar direito pra coisas muito grandes, a gente precisa tomar um pouco de distância.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Notívaga incurável

Não adianta, não adianta.

Meu organismo simplesmente NÃO se adapta a essa coisa de dormir cedo e acordar cedo... Já me disseram mil vezes que é uma questão de acostumar, mas não acredito não, é difícil demais!!

Noite de terça eu decidi que iria ser uma boa menina, e iria dormir cedo, antes da hora que mamãe mandaria, se mamãe ainda mandasse em mim. Dez e meia eu fui pra cama, orgulhosa do meu bom comportamento e disciplina, fiquei quietinha, nem li, e dormi até bem rápido. Sabe o que aconteceu? Três da manhã eu acordei e não consegui mais dormir! Ai que raiva...

Depois de 40 minutos fritando na cama eu desisti, botei os fones e fiquei ouvindo o audiobook do Harry Potter 6 até amanhecer. Dormi, acordei atrasada, fui correndo para o trabalho e passei o dia todo caindo de sono. Definitivamente esse negócio de dormir cedo não é comigo.

Ah, sobre o Harry Potter, adoro os livros todos, li quando saíram, ou melhor, devorei, e os filmes, a partir do terceiro fui assistir sempre nas estréias. Em um deles fui de muletas. O sexto estreou ontem e eu ainda não fui ver, isso é raro... E como já faz um tempinho que li o sexto livro, estou relembrando a história pelo audiobook antes de ver o filme, o que, de quebra, me ajuda a manter o listening em dia. Inglês é uma outra paixão minha. Mais que Harry Potter e tanto quanto dormir tarde. Ou seja, imagina como eu ficava feliz da vida lendo Harry Potter em inglês até de madrugada, nas felizes épocas de lançamento, (que infelizmente acabaram em 2007)!...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Sala dos Professores

Alguma vez você já fez alguma coisa que, mesmo insignificante, mudou teu espírito e te deixou mais feliz?

Toda terça eu tenho aula de sax. Na volta, venho ouvindo no carro aquele programa da Rádio Eldorado, Sala dos Professores, que toca das 19h às 19h20 todos os dias. É muito bom sair da aula ainda com o ouvido apurado para a música, a cabeça condicionada, e ouvir aquelas músicas super ricas, lindas, é como, sei lá, comer estando com bastante fome!

E hoje, quando eu estava quase em casa, estava tocando uma música chamada Watermelon Man, do Herbie Hancock, deliciosa de ouvir! (É esse o tipo de jazz que eu gosto, não tenho muita paciência pra ficar ouvindo aquele jazz intelectualizado, conceitual, eu gosto de melodias simples e gostosas, que é como o jazz nasceu, pra começo de conversa!...) Parei o carro e fiquei lá sentada, dentro do carro na garagem, ouvindo até a música acabar, só curtindo, aí subi pra casa e liguei a rádio aqui pra ouvir o finzinho do programa... Notei como é raro eu chegar em casa e ligar o som, geralmente eu ligo a chata da televisão que fica fazendo barulho... E impressionante como isso deu uma mudada no meu espírito! Parece que meu dia ficou um pouquinho mais único, um pouquinho menos "obrigatório"...

Talvez viver seja mesmo uma questão de postura, e do que a gente considera importante.

Essa é a Watermelon Man que eu adorei, e aproveitando, essa é a The 'In' Crowd, do Ramsey Lewis Trio, que eu também fiquei conhecendo no Sala e amei. Ela está meio longa demais nessa versão, que é ao vivo, mas só pelo comecinho já vale a pena conferir.